Saúde em Pauta

Medicina Preventiva

Esta seção é apenas informativa e não deve ser utilizada para fins de autodiagnóstico ou automedicação. Consulte seu médico regularmente.

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Vacina Contra a Gripe

A gripe, por ser uma doença altamente contagiosa e causar complicações como a pneumonia, é responsável por milhares de internações hospitalares e mortes por ano no mundo.

A vacina contra a gripe é composta por diferentes cepas de vírus da gripe inativados, fragmentados e purificados, cuja composição é atualizada a cada ano, segundo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), de acordo com os subtipos de vírus que estejam provocando surtos pelo mundo e possam representar perigo de disseminação no inverno seguinte. Por ser produzida com partes dos vírus mortos, a vacina não causa gripe. 


Indicação:

Qualquer pessoa com mais de 6 meses de idade pode receber a vacina contra a gripe.  Ela é particularmente recomendada para gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, crianças entre seis meses e menores de dois anos, pessoas com 60 anos ou mais, indígenas, profissionais de saúde, além dos doentes crônicos e pessoas privadas de liberdade, pois estas têm maior propensão a adquirir e desenvolver a doença e suas complicações. 

A vacina contra a gripe não previne doenças parecidas com ela e que são causadas por outros vírus, como o resfriado.

A melhor época para a vacinação é de fevereiro a maio, antes do início do inverno.


Esquema de vacinação:

A vacina contra gripe deve ser realizada todos os anos, da seguinte forma:

  • Crianças de 6 meses a 2 anos: 2 doses de 0,25ml cada, aplicadas com intervalo mínimo de 4 semanas.
  • Crianças de 3 a 8 anos: 2 doses de 0,5ml cada, aplicadas com intervalo mínimo de 4 semanas.
  • Crianças a partir de 9 anos e adultos: 1 dose de 0,5ml cada.

Via de administração:

A vacina é aplicada através de injeção intramuscular ou subcutânea. 


Eficácia:

Em adultos jovens saudáveis, a proteção da vacina contra a gripe é cerca de 70 a 90%. A detecção de anticorpos protetores ocorre geralmente cerca 2 semanas após a vacinação, e o pico máximo de anticorpos ocorre de 4 a 6 semanas. A duração da proteção conferida pela vacinação é de aproximadamente 12 meses.


Efeitos Colaterais:

Os efeitos colaterais mais comuns são: dor local, febre baixa e mal-estar nas primeiras 48 horas após a aplicação.


Contraindicações:

A vacina contra a gripe só não deve ser aplicada em pessoas alérgicas ao ovo ou que tiveram reação alérgica em vacinas da gripe anteriores.


Vacina Contra a Hepatite B

A vacina contra a hepatite B é uma vacina extremamente segura, produzida por tecnologia de engenharia genética e praticamente livre de eventos adversos graves. A vacina não provoca a doença, pois não contém o DNA viral, induzindo apenas a produção de anticorpos específicos (anti-HBs) que promovem a proteção contra a hepatite B.


Indicação:

A vacina está indicada em qualquer momento da vida, em ambos os sexos, com o objetivo da prevenção da aquisição do vírus da hepatite B através da transmissão da mãe para o bebê (transmissão vertical), pela via sexual ou através da exposição de instrumentos contaminados com sangue de paciente portador do vírus da hepatite B.


Esquema de vacinação:

Atualmente tem-se recomendado o esquema de vacinação de três doses, em qualquer idade, administradas em 6 meses, ou seja, a segunda dose 30 dias após a administração da primeira dose e a terceira dose administrada 180 dias após a primeira dose. A vacina contra a hepatite B pode ser feita concomitante com qualquer outra vacina, sem interferência. 


Via de administração:

A via de administração preferencial é a intramuscular, no músculo vasto lateral da coxa em crianças menores de dois anos de idade, ou no deltoide, acima dessa faixa etária. A vacina não deve ser aplicada na região glútea. Em pacientes com graves tendências hemorrágicas, a vacina pode ser administrada por via subcutânea. Caso se utilize a via intramuscular, a aplicação deve ser seguida de compressão local com gelo.

 

Eficácia:

Nas pessoas normais e vacinadas com o esquema proposto, aproximadamente 95% apresentam anticorpos protetores do tipo anti-HBs após a terceira dose da vacina. Nos indivíduos debilitados e imunossuprimidos a porcentagem de anticorpos produzidos é variável.


Efeitos Colaterais:

Os efeitos colaterais são raros, porém os mais frequentes são dor local, febre, enduração e fadiga. 


Contraindicações:

A única contraindicação é a ocorrência de reação anafilática após a aplicação da dose anterior.

Vacina Contra o HPV


Definição

Papiloma Vírus Humano (HPV) é um grupo de vírus formado por mais de 100 tipos, que causam lesões chamadas papilomas (verrugas) nos seres humanos. A doença mais importante provocada pelo HPV são as infecções genitais, porque esse micro-organismo é transmitido predominantemente por via sexual.


Epidemiologia

Estima-se que 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Porém, a maioria das infecções é transitória. Isso porque o sistema imunológico é capaz de combater de maneira eficiente a infecção, alcançando, em alguns casos, a eliminação do vírus, principalmente entre as jovens.

Aproximadamente 99% dos casos de câncer do colo uterino estão relacionados ao HPV. 


Prevenção

Uma das formas de prevenir a infecção pelo HPV é através da vacinação. A vacina contra o HPV é formada por proteínas semelhantes às do vírus, que induzem a produção de anticorpos e células de defesa, sem nenhum risco de provocar a infecção. Ela induz imunidade em 97,5% das vacinadas. 

Nas mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual e, por isso, não tiveram nenhum contato com o vírus, a vacina se mostrou de elevada eficácia, constituindo-se em faixa etária prioritária para receber a vacina a pré-adolescência e a adolescência. Por outro lado, o fato da mulher já ter vida sexual, não contraindica a vacina, pois está demonstrado benefício de proteção contra o HVP também nesta situação. Portanto, a vacina está plenamente indicada para todas as mulheres, independentemente de sua atividade sexual. Embora a vacinação acidental de grávidas não tenha provocado malformações, é recomendado evitá-la na gravidez. Para conferir imunidade, a vacina deve ser aplicada em três doses.

A grande barreira para a vacinação universal de meninas e de adolescentes é o custo.

A partir de 2014, a vacina contra o HPV passa a ser incorporada no calendário de vacinação de meninas de 11 a 13 anos. A Campanha Nacional de Combate ao HPV começa no dia 10 de março. A vacina estará disponível nos postos da rede pública de saúde durante todo o ano. Em 2015, a vacina será ofertada também para meninas de 9 e 10 anos. A vacina também pode ser encontrada na rede privada.

A vacina em meninas deve ser aplicada com autorização dos pais ou responsáveis. 


Lembre-se: a vacina contra o HPV é uma das medidas preventivas e não substitui a realização do exame preventivo do câncer do colo uterino (Papanicolau) e o uso de preservativo nas relações sexuais.


Informe-se sobre a vacinação contra o HPV. Consulte o ginecologista anualmente.


Vacinas

A primeira vacina foi criada em 1796, pelo inglês Edward Jenner, que injetou em um garoto de oito anos de idade um soro de varíola bovina, conseguindo imunizá-lo. A partir daí, surgiram vários outros tipos de vacina. A vacinação foi introduzida no Brasil no início do século XX pelo médico sanitarista Oswaldo Cruz, então chefe do Departamento Nacional de Saúde Pública.

A vacina nada mais é do que um estímulo ao sistema imunológico, o qual é o responsável pela proteção do nosso organismo. Sempre que um vírus ou bactéria invade o corpo o sistema imunológico entra em ação para impedir danos à saúde. A vacina é a forma segura e eficaz de levar o sistema imunológico a desenvolver defesas contra determinadas doenças sem que isso represente contaminação. Isso acontece porque as vacinas são compostas por antígenos, substâncias capazes de interagir com o sistema imunológico como o faz uma bactéria, um vírus ou célula estranha ao organismo.

Ao receber o antígeno o organismo produz uma “resposta imune” capaz de proteger o indivíduo caso ocorra um novo contato com aquele agente. Por exemplo: ao ser vacinado contra a gripe seu sistema imunológico reage contra a contaminação e caso você volte a ter contato com aquele vírus seu corpo já estará preparado e não adoecerá. Mas é necessário estar atento, pois alguns vírus, como o da gripe, são capazes de se modificar com o passar do tempo tornando-se mais fortes. Para acompanhar as mutações dos vírus as vacinas contra gripe são alteradas periodicamente sendo fundamental se vacinar todos os anos para evitar o contágio.

Por ser um tipo de produto extremamente frágil, as vacinas necessitam de um rigoroso sistema de conservação e manipulação. É imprescindível respeitar as características singulares de cada tipo para garantir a eficácia da imunização. 

Não somente as crianças precisam realizar as vacinas previstas, mas também adolescentes adultos e idosos (veja os calendários de vacinação específicos para cada fase da vida). 

As vacinas podem ser encontradas em postos públicos de saúde ou em clínicas particulares, são eficazes e seguras. Apesar disso, podem surgir reações leves e secundárias após a sua aplicação como dor, inchaço no local, febre e mal-estar. Mas a incidência e a gravidade desses eventos adversos são muito raras e menores que o impacto da própria doença. Portanto, as vantagens da imunização superam, em muito, os efeitos colaterais. 

Sempre é importante lembrar a vacina é uma das maiores vitórias da medicina, e muitos de nós não estaríamos vivos se não fosse a vacinação, além disso, é a forma mais fácil de se proteger de uma doença, e melhor do que se submeter a um tratamento para se curar.

Lembre-se: O Cartão de Vacinação é um documento de comprovação de imunidade. Deve ser guardado junto com documentos de identificação pessoal. É importante que seja apresentado nos atendimentos médicos de rotina e fundamental que esteja disponível nos casos de acidentes.


Vacina: uma forma eficaz de prevenção das doenças.


Semana Panamericana de Vacinação: 26 a 30 de abril

Dia da Imunização: 09 de junho

Dia Nacional da Vacinação: 17 de outubro



Violência Contra a Mulher

A violência contra a mulher é definida como qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada.

A Conferência das Nações Unidas sobre Direitos Humanos (Viena, 1993) reconheceu formalmente a violência contra as mulheres como uma violação aos direitos humanos. Desde então, os governos dos países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) e as organizações da sociedade civil têm trabalhado para a eliminação desse tipo de violência, que já é reconhecido também como um grave problema de saúde pública.

O dia 25 de novembro foi instituído pela Assembleia Geral da ONU como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher. A data foi definida em dezembro de 1999 e a ONU convidou governos, organizações internacionais e não governamentais a promover neste dia atividades de sensibilização da opinião pública sobre o problema da violência contra a mulher. 

A violência contra a mulher não escolhe raça, idade ou condição social. As mulheres muitas vezes acabam se calando contra a violência recebida, talvez por medo, vergonha ou até mesmo por dependência financeira.

Toda a mulher violentada física ou moralmente, deve ter coragem de denunciar o agressor, assim estará se protegendo contra futuras agressões, servindo como exemplo para outras mulheres. No Brasil, foi a partir de uma atitude como essa que Maria da Penha Maia Fernandes, depois de anos de busca constante por uma solução contra as agressões sofridas proporcionadas pelo seu marido, conseguiu que ele fosse preso. A partir de sua luta, foi criada em 2006 a Lei No 11.340, a chamada Lei Maria da Penha, que visa o aumento no rigor das punições das agressões contra a mulher quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar. 


As principais formas de violência doméstica e familiar contra a mulher são:


Violência física: qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal;

Violência psicológica: qualquer conduta que cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar as ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação;

Violência sexual: qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício dos direitos sexuais e reprodutivos;

Violência patrimonial: qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades;

Violência moral: qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.


Diga não à violência contra a mulher.


Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher: 25 de novembro



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