Saúde em Pauta

Medicina Preventiva

Esta seção é apenas informativa e não deve ser utilizada para fins de autodiagnóstico ou automedicação. Consulte seu médico regularmente.

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Saúde Bucal

A boca é o nosso cartão de visitas. Ela mostra o sorriso e a alegria da saúde ou a tristeza e a timidez da doença. Se a gengiva estiver doendo e os dentes estragados, a mastigação não será realizada corretamente, os alimentos serão engolidos inteiros e poderão ocorrer sérios problemas de saúde. Dos nossos dentes também depende a fala. Sem os dentes da frete, muitas palavras não serão pronunciadas corretamente. 


Veja algumas dicas para manter a saúde bucal:


• Escove os dentes todos os dias utilizando creme dental com flúor;

• Posicione a escova inclinada na direção da gengiva e faça movimentos de cima para baixo, nos dentes de cima, e de baixo para cima, nos dentes de baixo como se estivesse “varrendo” os dentes;

• Depois escove a parte interna de cada dente da mesma forma;

• Escove a superfície do dente que usamos para mastigar. O movimento é suave, de vaivém. A escova deve ir até os últimos dentes do fundo da boca;

• Enrole cerca de 40 cm de fio ou fita dental entre os dedos;

• Leve-o até o espaço existente entre a gengiva e o dente e pressione-o sobre o dente, puxando a sujeira até a ponta do dente;

• Ainda não acabou. Escovar a língua é muito importante, pois ela acumula restos alimentares e bactérias que provocam o mau hálito. Faça movimentos cuidadosos com a escova “varrendo” a língua da parte interna até a ponta.;


Cuide bem do seu sorriso. Consulte o dentista regularmente.


Dia Nacional da Saúde Bucal: 25 de outubro



Saúde Mental

A saúde mental é um estado de bem-estar em que a pessoa tem percepção do seu potencial e consegue lidar com o estresse do dia a dia, trabalhar de forma produtiva e contribuir para a sua comunidade.

Atualmente, milhões de pessoas em todo o mundo são afetadas por desordens mentais, neurológicas e comportamentais, que podem causar imenso sofrimento, isolamento social, diminuição da qualidade de vida e até aumento da mortalidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 154 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão, 91 milhões são afetados pelo abuso de álcool e 15 milhões pelo abuso de outras drogas. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil, os transtornos mentais severos e persistentes acometem 3% da população geral; mais de 6% da população apresenta transtornos psiquiátricos graves decorrentes do uso de álcool e outras drogas e 12% da população necessita de algum atendimento em saúde mental, seja ele contínuo ou eventual.

A Federação Mundial para a Saúde Mental definiu a data de 10 de outubro como o Dia Mundial da Saúde Mental, tendo por objetivo principal centrar a atenção na saúde mental global, como uma causa comum a todos os povos, para além de limites nacionais, culturais, políticos ou socioeconômicos.

Para se ter plena saúde mental, compreendida como atitudes positivas em relação a si próprio; crescimento, desenvolvimento e auto-realização; integração e resposta emocional; autonomia e autodeterminação; percepção apurada da realidade e domínio ambiental e competência social, algumas atitudes merecem atenção, tais como:


• Reservar tempo para o esporte e lazer;

• Conservar as amizades saudáveis, demonstrando atenção e afeto;

• Desabafar, dividindo com alguém as maiores preocupações;

• Procurar fazer algo que dê prazer como ouvir música, namorar, dormi, ler, passear e ir à praia;

• Não adiar a realização dos sonhos possíveis: uma folga, passeio ou compras...

• Perdoar. Não guardar mágoas ou ressentimentos;

• Desenvolver a religiosidade, e, acima de tudo, a fé;

• Buscar ter prazer no que se faz, seja no trabalho ou estudo;

• Conhecer a si mesmo, podendo fazer isso através de uma boa terapia;

• Ao perceber-se estressado, com insônia, medo ou tristeza sem causa aparente, procurar ajuda.


Sem saúde mental, não há saúde.


Dia Mundial da Saúde Mental: 10 de outubro



Saúde Ocular

A visão é um dos mais importantes meios de comunicação com o ambiente pois, cerca de 80% das informações que recebemos são obtidas por seu intermédio. Os olhos merecem atenção especial, que inclui visitas regulares ao oftalmologista para medição da acuidade visual e detecção precoce de quaisquer outras alterações que requeiram tratamento médico como forma de prevenir complicações que possam levar à cegueira. Doenças como hipertensão arterial e diabetes mellitus podem provocar o aparecimento de sintomas oculares e requerem acompanhamento constante.


Principais doenças oculares

• Conjuntivite aguda bacteriana: é reconhecida pela vermelhidão, secreção aquosa, mucosa ou purulenta. Recomendações: fazer lavagens e limpeza local frequentes com soro fisiológico ou água filtrada e fervida. Se não houver melhora em dois ou três dias, deve-se procurar um oftalmologista;

• Conjuntivite aguda viral: é reconhecida pela vermelhidão, lacrimejamento e pouca ou nenhuma secreção; às vezes pode ocorrer hemorragia. Se não houver melhora em uma a três semanas, deve-se procurar um oftalmologista;

• Tracoma: é uma conjuntivite crônica, reconhecida por vermelhidão ocular, que pode levar à cegueira. Deve ser tratada por oftalmologista;

• Catarata: é a opacificação do cristalino do olho. É reconhecida pela alteração de cor da pupila, que pode variar entre o cinza e o branco. Acarreta a perda gradativa da acuidade visual, porém sem dor. Deve ser tratada por meio de cirurgia pelo médico oftalmologista;

 • Glaucoma: é o aumento da pressão intraocular. Deve ser diagnosticada e tratada pelo oftalmologista.


Prevenção de acidentes oculares 

•  Guardar substâncias inflamáveis, químicas e/ou medicamentos fora do alcance de crianças;

•  Objetos pontiagudos ou cortantes, como facas, tesouras, não devem ser manuseados por crianças;

•  Brinquedos potencialmente perigosos, como estilingue, dardo, flecha, devem ser evitados;

•  Usar cinto de segurança no carro;

•  Transportar crianças no banco de trás do carro e quando menores de dois anos, usar cadeira apropriada;

•  Tomar cuidado especial com esportes violentos e brincadeiras infantis;

•  Manter as crianças longe do fogão, quando em uso.


Dicas para proteger os olhos

• Usar protetor ocular sempre que houver risco de algo atingir os olhos;

• Lavar os olhos com bastante água limpa se neles cair qualquer líquido;

• Usar óculos ou lentes de contato apenas quando prescritos por médico oftalmologista;

• As mulheres devem tomar cuidado com as maquiagens, pois algumas podem provocar alergia;

• Utilizar óculos escuros em ambientes com claridade excessiva;


Consulte o oftalmologista periodicamente.


Dia da Saúde Ocular: 10 de julho



Saúde Ocular - Prevenção de Acidentes Oculares no Trabalho

A visão é um dos mais importantes meios de comunicação com o ambiente, pois cerca de 80% das informações que recebemos são obtidas por seu intermédio. 

Acidentes de trabalho estão entre as principais causas da perda de visão temporária e permanente em todo mundo. Segundo a Sociedade Nacional de Prevenção da Cegueira, dos Estados Unidos, 90% dos incidentes seriam evitados com o simples uso de equipamentos de proteção adequados. A falta de uso de equipamento de segurança, principalmente óculos de proteção, continua sendo um dos principais problemas. 

Profissionais que lidam com instrumentos pontiagudos estão sempre muito expostos, como metalúrgicos, marceneiros, funcionários da construção civil ou da indústria automotiva. Estilhaços de vidro, lascas de madeira, minúsculas partículas de metal ou plástico, pregos ou qualquer outro material perfurante podem causar sérios danos ao globo ocular.

Acidentes com produtos químicos e queimaduras por solda também estão entre os mais registrados. Ainda que a vítima tenha sido ferida apenas na parte externa do olho, deve buscar socorro médico imediatamente. Sintomas como ardência, vermelhidão, fotofobia, embaçamento ou diminuição da visão, visão dupla, sensação de corpo estranho, halos coloridos ao redor da luz e contrações repetidas das pálpebras podem surgir algumas horas depois do incidente. É sempre recomendável consultar um oftalmologista.

Veja algumas dicas de como prevenir acidentes oculares no trabalho:


• Óculos com lentes de segurança (podendo ser feitos com a correção ótica adequada) e demais equipamentos de proteção individual (EPIs) devem ser utilizados sempre que a atividade oferecer risco à saúde ocular; 

• Lavar o olho com soro fisiológico ou água corrente em abundância imediatamente após o acidente;

• Em caso de contusão, compressas geladas são aconselhadas, mas sem massagear ou pressionar o local;

• Ferimentos maiores devem ser cobertos com gaze, para evitar os riscos da exposição, até a avaliação médica;

• Não esfregar os olhos se algo caiu dentro deles, pois essa ação poderá machucá-los ainda mais;

• Nunca retire os óculos de proteção ou outro EPI se algo caiu dentro dos olhos. Certifique-se de desligar ou afastar-se da máquina, equipamento ou peça que está sendo manufaturada para que o dano não se agrave;

• O local de trabalho deve ser bem ventilado e com boa iluminação;

• Os equipamentos de trabalho devem ter manutenção frequente, a fim de atuar da maneira correta e não causar transtornos inesperados;

• Feche os olhos por um período de quinze minutos no meio do dia; 

• Consulte um especialista quando sentir qualquer distúrbio na visão; 

• Não esquecer de realizar consultas periódicas ao oftalmologista de confiança. 


Dia da Saúde Ocular: 10 de julho



Sífilis

A sífilis ou lues é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum.

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano no mundo ocorrem aproximadamente 12 milhões de novos casos da doença. Aproximadamente 1,1% da população brasileira, em torno de 937 mil pessoas, é infectada pela sífilis todos os anos, conforme estimativas do Ministério da Saúde.

É transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou o parto (sífilis congênita).

Os primeiros sintomas da doença são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas (ínguas), que surgem entre sete e 20 dias após o sexo desprotegido com alguém infectado. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Mesmo sem tratamento, essas feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz. Mas a pessoa continua doente e a doença se desenvolve. Podem surgir manchas em várias partes do corpo (inclusive nas mãos e nos pés) e queda dos cabelos. Após algum tempo, que varia de pessoa para pessoa, as manchas também desaparecem, dando a ideia de melhora. A doença pode ficar estacionada por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações graves, como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas cardíacos, podendo, inclusive, levar à morte. A sífilis congênita pode se manifestar logo após o nascimento, durante ou após os primeiros dois anos da criança. Na maioria dos casos, os sinais e sintomas estão presentes já nos primeiros meses. Ao nascer, a criança pode ter pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou deficiência mental. 

O diagnóstico é feito pelas manifestações clínicas e por exames de sangue. Recomenda-se procurar atendimento médico, pois somente assim pode-se fazer o diagnóstico correto.

A penicilina é o antibiótico mais usado e mais eficiente para o tratamento da sífilis. É importante seguir as orientações médicas para curar a doença.

O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o acompanhamento correto durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenção contra a sífilis.


Qualquer pessoa pode contrair a sífilis: fique atento. Use sempre a camisinha em todas as relações sexuais.


Dia Nacional de Combate à Sífilis: terceiro sábado de outubro



Síndrome de Down

Síndrome de Down ou trissomia do cromossomo 21, é uma alteração genética causada por um erro na divisão celular durante a divisão embrionária. Os portadores da síndrome, em vez de dois cromossomos no par 21, possuem três. 

Recebe este nome em homenagem a John Langdon Down, médico britânico que descreveu a síndrome em 1862. Em 1959, Jerôme Lejeune descobriu que a causa da síndrome era genética.

Embora a Síndrome de Down seja o distúrbio genético mais comum, não se sabe por que ele acontece.  

Estima-se que a incidência da Síndrome de Down seja de um em cada 700 nascimentos, independentemente de raça, país, religião ou condição econômica da família. A idade da mãe influencia bastante o risco de concepção de bebês com esta síndrome: aos 20 anos de idade o risco é de 1/1925 (1 caso para cada 1925 nascimentos), aos 25 anos é de 1/1205, aos 30 anos é de 1/885, aos 35 anos é de 1/365, aos 40 anos é de 1/110, aos 45 anos é de 1/32 e aos 49 anos de 1/11. 


As alterações provocadas pelo excesso de material genético no cromossomo 21 determinam as características típicas da síndrome:


• Olhos oblíquos semelhantes aos dos orientais, rosto arredondado, mãos menores com dedos mais curtos, prega palmar única e orelhas pequenas;

• Hipotonia: diminuição do tônus muscular responsável pela língua protusa, dificuldades motoras, atraso na articulação da fala e, em 50% dos casos, por cardiopatias;

• Comprometimento intelectual e, consequentemente, aprendizagem mais lenta.


O diagnóstico pode ser feito durante a gestação através da ecografia morfológica fetal para avaliar a translucência nucal que pode sugerir a presença da síndrome, que só é confirmada pelos exames de amniocentese e amostra do vilo corial. Depois do nascimento, o diagnóstico clínico é comprovado pelo exame do cariótipo (estudo dos cromossomos).

Crianças com síndrome de Down precisam ser estimuladas desde o nascimento, para que sejam capazes de vencer as limitações que essa doença genética lhes impõe. Como têm necessidades específicas de saúde e aprendizagem, exigem assistência profissional multidisciplinar e atenção permanente dos pais. O objetivo deve ser sempre habilitá-las para o convívio e a participação social.

Como todas as outras, as crianças com Síndrome de Down precisam fundamentalmente de carinho, alimentação adequada, cuidados com a saúde e um ambiente acolhedor.


Síndrome de Down: conhecer para ver com novos olhos.


Dia Internacional da Síndrome de Down: 21 de março



Sinusite

Os seios da face são cavidades ósseas em torno do nariz, maçãs do rosto e olhos. A inflamação da mucosa (tecido que reveste internamente os seios da face) chama-se sinusite. O nome mais utilizado para essa doença é rinossinusite, pois a inflamação atinge tanto a mucosa dos seios da face como a mucosa nasal.

Há basicamente dois tipos de sinusite: a sinusite aguda, quando os sintomas estão presentes por um período inferior a 12 semanas e a sinusite crônica, quando os sintomas duram mais de 12 semanas.


Causas


A sinusite pode ser causada tanto por uma infecção determinada por vírus, bactérias e fungos quanto por fatores alérgicos desencadeados por poeira, choque térmico e cheiros irritantes. Qualquer fator que atrapalhe a correta drenagem de secreção dos seios da face também pode causar sinusite. Há ainda casos mais raros em que a presença de um tumor pode levar ao surgimento da doença.


Fatores de risco


As principais situações que aumentam a chance de desenvolvimento de sinusite são: tabagismo, pólipos nasais, desvio de septo nasal, traumas faciais, reações alérgicas como a rinite e asma brônquica, doenças que afetam a imunidade (como a fibrose cística e a AIDS), refluxo gastroesofágico, infecções respiratórias (como gripe e resfriado) e infecções odontológicas que causem obstrução dos seios da face.


Manifestações clínicas


Os sintomas mais comuns tanto da forma aguda como da crônica incluem obstrução nasal, secreção nasal amarelada ou esverdeada, dor facial, redução ou perda do olfato, cansaço, fadiga, irritabilidade, halitose (mau hálito), tosse, dores musculares e perda de apetite costumam estar presentes.


Diagnóstico


Além da história clínica e do exame físico, o médico poderá solicitar exames complementares como radiografia e tomografia computadorizada.


Tratamento


A maioria dos casos de sinusite aguda melhora entre 7 e 10 dias com tratamento sintomático. Há casos em que pode ser necessário o uso de medicamentos como analgésicos, anti-inflamatórios, descongestionantes nasais, antialérgicos e antibióticos.


Prevenção


Para a prevenção da sinusite recomenda-se manter o nariz umidificado usando sprays com solução salina ou através de lavagens frequentes; evitar ambientes fechados, muito secos ou muito úmidos; evitar exposição à fumaça, odores fortes e produtos químicos; se for alérgico, evitar as substâncias que desencadeiam o processo; evitar o tabagismo e tratar a rinite e a asma brônquica.



Suicídio

Frente a uma situação difícil, em algum momento da vida, as pessoas podem experimentar o desejo de morrer. A complicação começa quando o desejo de morrer associa-se ao desejo de se matar. Os fatos e circunstâncias que envolvem as condutas daqueles que se aventuraram em tentativas de autoaniquilação refletem a complexidade do ato de tirar a própria vida. O funcionamento mental do suicida gira em torno de três sentimentos: intolerável (não suportar), inescapável (sem saída) e interminável (sem fim).

O suicídio é um grave problema de saúde pública, figurando na décima posição entre as principais causas de mortalidade mundial. Atualmente, há mais mortes por suicídio que a de todas as guerras juntas. Constitui-se em uma silenciosa epidemia de dor e de sofrimento que castiga a sociedade e que culmina no autoextermínio. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de um milhão de pessoas se suicida a cada ano no mundo, ou uma a cada 40 segundos, uma realidade que poderia ser parcialmente evitada caso se acabasse com o preconceito que rodeia esta ação. No mundo todo, as taxas de suicídio subiram 60% nos últimos 50 anos e esse aumento foi especialmente significativo nos países em desenvolvimento. No Brasil, estima-se que haja uma média de 25 suicídios por dia. Uma tentativa aumenta em 50% a chance de uma segunda investida. E mais de 90% dos casos estão ligados a problemas de saúde mental.

O suicídio é um fenômeno complexo, influenciado por aspectos genéticos, sociais e culturais. Contudo, algumas pessoas apresentam maiores riscos de tentar ou efetivamente por fim à própria vida. Dentre os fatores de risco, destaca-se o consumo de álcool e drogas, presença de transtornos mentais e histórico familiar de suicídio.

Embora seja o suicídio uma importante causa de morte prematura, a única forma de evitá-lo é adotar estratégias de prevenção e, para isso, é preciso conhecer os sinais. 

A primeira medida preventiva é a educação: é preciso deixar de ter medo de falar sobre o assunto, derrubar tabus e compartilhar informações ligadas ao tema. Quem tenta o suicídio, pede ajuda. Veja a seguir alguns pontos que merecem atenção quando se pretende ajudar alguém que pensa em suicídio: 


1) O que desejam as pessoas que pensam em suicidar-se?

• Alguém que escute: Alguém para desabafar. Alguém que não julgue, ou aconselhe ou dê opiniões, mas lhe dedique atenção;

• Alguém em quem confiar. Alguém que respeite e que não tente controlar;

• Alguém que goste deles. Alguém que esteja disponível, que os descontraia e que fale com calma. Alguém que os deixe tranquilos, que os aceite e que acredite neles. Alguém que diga, “eu gosto de você”.


2) O que não desejam as pessoas que pensam em suicidar-se?

• Estar sozinhos. Rejeição pode fazer com que o problema pareça muito pior. É muito importante ter alguém com quem desabafar;

• Conselhos. Sermões não resolvem o problema. Nem que lhe digam que se animem ou que não se preocupem. Não analise, compare, classifique ou critique.

• Ser interrogados. Não mude de assunto e não demonstre que tem pena. É muito difícil falar sobre os próprios sentimentos. Quem pensa em suicidar-se não quer que o apresse ou ser colocado na defensiva.


Suicídio: conhecer para prevenir.


Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio: 10 de setembro



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