Saúde em Pauta

Medicina Preventiva

Esta seção é apenas informativa e não deve ser utilizada para fins de autodiagnóstico ou automedicação. Consulte seu médico regularmente.

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Pediculose Pubiana (Chato)

A pediculose pubiana ou ftiríase é causada por um tipo de piolho chamado chato (Pthirus pubis), que habita principalmente os pelos da região pubiana, mas pode ser encontrado nas coxas, nas porções inferiores do abdômen, axilas e até na barba e no couro cabeludo. Assim como o piolho do cabelo, o chato aloja-se na base dos pelos, onde deposita seus ovos.


Causa:

A transmissão é feita através do contato íntimo, ou de roupas de uso pessoal, roupas de cama e de toalhas.


Sintomas:

Após a infestação, os sintomas dessa doença sexualmente transmissível (DST) aparecem entre uma e duas semanas. A principal queixa é a coceira. Nos locais da picada, podem ocorrer alterações da pele semelhantes à urticária, bolhas e manchas azuladas.


Diagnóstico:

O diagnóstico pode ser feito pela observação dos piolhos e das lêndeas na base dos pelos e da presença de parasitas na pele da região afetada.


Tratamento:

O tratamento da pediculose pubiana consiste no uso de medicamentos específicos, semelhantes aos usados no tratamento do piolho do cabelo, para o extermínio dos parasitas nas áreas afetadas. A aplicação deve incluir, além da região pubiana, as áreas pilosas próximas (coxas, abdômen, nádegas).


Riscos:

Complicações como reações alérgicas, infecção purulenta da pele, dermatite e impetigo podem ocorrer, mas tais manifestações são raras. 


Prevenção:

A única forma de evitar a pediculose pubiana é impedir o contato com os piolhos e a fixação das lêndeas. Aconselha-se também descartar as roupas infestadas e adoção de bons hábitos de higiene.


Fonte: Medicina Preventiva
Autor: Dr. André Scalia


Piolho

O piolho (Pediculus capitis) é um parasita que fica agarrado aos fios de cabelos e ataca o couro cabeludo, determinando uma doença chamada de pediculose. Pode ser encontrado em qualquer região climática do mundo e infestar as pessoas de todas as raças, cor ou nível social.


Causa:

A transmissão acontece pelo contato pessoal (direto) dos indivíduos infestados e pelo uso coletivo de utensílios como: pente, boné, travesseiro, almofada, lenço de cabeça, presilha e almofada.


Sintomas:

As manifestações principais são coceira intensa e irritação do couro cabeludo, podendo surgir erupções na nuca, acima e atrás das orelhas e acompanhadas, nos casos mais graves, de aumento dos gânglios linfáticos (ínguas). Esses sintomas costumam aparecer logo, no mesmo dia ou, no máximo, no dia seguinte ao contágio. Geralmente a coceira começa assim que o parasita pica para se alimentar e são substâncias da saliva do piolho que provocam essa reação.


Diagnóstico:

O diagnóstico é feito de maneira simples, através da identificação de regiões vermelhas e escoriadas no couro cabeludo, principalmente atrás das orelhas e na nuca, e pela presença de lêndeas (os ovos do piolho) de coloração acastanhados, que ficam presas aos fios de cabelo. Para diferenciar de caspa, é só puxar: se for lêndea não sai e se for caspa sai facilmente.


Tratamento:

Para o tratamento da pediculose existem loções e xampus, assim como medicamentos por via oral. Além disso, para garantir o máximo de eficiência do tratamento recomenda-se o uso diário do pente fino. Uma dica importante é passar o pente com os cabelos molhados, depois de aplicar o creme condicionador, facilitando o ato de pentear.


Prevenção:

A prevenção pode ser feita inspecionando-se a cabeça, principalmente das crianças, a procura de piolhos e lêndeas, passando-se assiduamente o pente fino e não compartilhando objetos pessoais, tais como: travesseiro, pente, boné, lenço de cabeça, presilha e outros.


Nunca oculte uma infestação: ao contrário, a informação sobre uma ou algumas crianças infestadas deve ser imediatamente passada tanto aos pais como todas as pessoas que tenham contado direto com elas (professores, funcionários do pátio da escola e babás). Assim, o caso é combatido enquanto ainda não se espalhou. Oriente às crianças a se queixarem quando estiverem sentido coceiras ou incômodos, tentando deixar claro que isso não é motivo para se envergonhar. É comum, e acontece.

 


Fonte: Medicina Preventiva
Autor: Dr. André Scalia


PSA - Antígeno Prostático Específico

O PSA (Antígeno Prostático Específico) é uma substância produzida pelas células da próstata, que é uma glândula do aparelho reprodutor masculino, e medida através de exame de sangue. O aumento do nível do PSA ocorre devido à saída dessa substância das células da próstata para o sangue. Situações que levam à ruptura das células como trauma, infecções, ejaculação, aumento benigno da próstata (hiperplasia prostática benigna – HPB), retenção urinária, câncer da próstata entre outras podem ser responsáveis pelo aumento do PSA. Portanto, o PSA é uma substância órgão-específica e não tumor-específica, mas, associada a outros parâmetros da avaliação urológica, é útil na detecção precoce do câncer da próstata.

O PSA tende a aumentar de acordo com o avanço da idade. Cerca de 75 a 80% dos homens com aumento de PSA não têm câncer de próstata.

Atualmente o PSA é um teste muito importante na detecção precoce do câncer da próstata, mas a combinação com o toque retal ou biópsia prostática é fundamental, pois alguns homens com tumores da próstata podem ter PSA normal. Portanto, é um dos exames da avaliação da próstata e não o único exame, não devendo ser analisado isoladamente.

O homem precisa atender às seguintes recomendações para realizar a dosagem do PSA:


• Após ecografia transretal, aguardar 24h;

• Após exercícios físicos pesados, aguardar 24h;

• Após ejaculação (relação sexual), aguardar 2 dias;

• Após toque retal, aguardar 2 dias;

• Após biópsia da próstata, aguardar 4 semanas;

• Após massagem da próstata, aguardar 4 semanas

• No caso de pacientes que tenham feito prostatectomia total (retirada total da próstata), o preparo não é necessário.


Agende já sua avaliação urológica.


Mês de Conscientização, Prevenção e Combate ao Câncer da Próstata: novembro



Psoríase

A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele que se manifesta como lesões róseas ou avermelhadas recobertas por escamas esbranquiçadas. Essas lesões podem se localizar apenas nos cotovelos, joelhos ou couro cabeludo ou estarem espalhadas por toda a pele. Frequentemente há acometimento das unhas. As articulações também podem ser afetadas causando a chamada artrite psoriática.

Qualquer pessoa pode desenvolver essa doença. Ela surge principalmente antes dos 30 e após os 50 anos, mas em 15% dos casos pode aparecer ainda na infância. Pesquisas mostram que sua incidência é alta, acometendo milhões de pessoas no mundo. Embora ela não seja contagiosa, as lesões trazem prejuízos à qualidade de vida seja pela coceira, pelo aspecto estético ou pela diminuição da autoestima.

Embora as causas da psoríase ainda não estarem totalmente esclarecidas, acredita-se que ela ocorra por uma alteração do sistema imunológico, que leva a inflamação da pele. Porém, é possível identificar fatores que levam ao aparecimento da doença, tais como: predisposição familiar (genética), estresse emocional, infecções, traumas físicos e psíquicos, efeito colateral de alguns medicamentos, tabagismo e consumo de álcool.

As manifestações da psoríase são: pele irritada, coceiras, manchas róseas ou vermelhas na pele recoberta por escamas branco-prateadas (mais comumente em joelhos, cotovelos, couro cabeludo, palma das mãos e planta dos pés), dores nas articulações (artrite psoriática), alterações nas unhas (incluindo espessamento da lâmina da unha, alterações na superfície das unhas e descolamento das unhas) e caspa severa no couro cabeludo. Ela evolui em surtos de novas lesões e períodos de remissão, sem a doença.

O diagnóstico é feito através do exame clínico feito pelo médico dermatologista e algumas vezes complementadas pela realização de biópsia, quando um pequeno fragmento de pele é analisado em um microscópio.

A psoríase não tem cura, mas com o tratamento adequado, pode ser reduzida. São várias as formas e opções de tratamento, e a melhor escolha depende da avaliação dermatológica e do diálogo com o paciente. Normalmente, nos casos mais leves, são prescritos medicamentos como pomadas, loções, xampus ou géis. Em casos mais avançados, são indicadas sessões de fototerapia (ultravioleta com ou sem remédio), medicamentos de uso oral ou injetável.

O portador de psoríase pode e deve ter uma vida normal, sem esquecer-se das orientações do seu médico.


A psoríase não tem cura, mas tem controle.


Dia Mundial e Nacional da Psoríase: 29 de outubro



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