Saúde em Pauta

Medicina Preventiva

Esta seção é apenas informativa e não deve ser utilizada para fins de autodiagnóstico ou automedicação. Consulte seu médico regularmente.

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Leptospirose

Definição

A leptospirose é uma doença infecciosa febril de início súbito, que pode variar desde uma infecção inaparente até formas graves, com alta letalidade.


Causa

A infecção é causada por uma bactéria chamada Leptospira interrogans.


Transmissão

A leptospirose é transmitida ao ser humano principalmente através do contato com a urina de roedores (ratos, ratazanas e camundongos), pois a Leptospira vive nos rins desses animais. Outros animais como o cachorro, boi, cavalo e porco também podem eliminar a bactéria pela urina, contaminando o meio ambiente. Ao ser eliminada no ambiente, a bactéria pode sobreviver principalmente em locais úmidos como lama, água e margens de córregos. 


Manifestações clínicas

As principais manifestações da leptospirose são: dor de cabeça, dores na barriga das pernas, febre, conjuntivite, náuseas, vômitos, diarreia, pele e olhos amarelados, urina avermelhada e sangue nas fezes. Costumam aparecer de 1 a 30 dias após o contágio.


Diagnóstico

O diagnóstico é feito através das manifestações clínicas, história de contato com águas com suspeitas de contaminação e exames complementares.


Tratamento

O tratamento é feito com o uso de antibióticos e deve ser iniciado o mais rapidamente possível, uma vez que a leptospirose pode levar à morte.


Prevenção

As recomendações para a prevenção da leptospirose são:


• Afastar os roedores do seu convívio com as pessoas;

• Não jogar lixo e entulho nos córregos, bueiros ou ruas;

• Manter os alimentos guardados em recipientes bem fechados em locais elevados do solo e a cozinha limpa, sem restos de alimentos;

• Armazenar o lixo em recipientes bem fechados, colocando-os pouco antes de serem coletados – ele é a principal fonte de alimento para os ratos;

• Manter limpos quintais, terrenos, ruas e margens de córregos, eliminando entulhos, materiais de construção ou objetos sem uso que servem de abrigo aos ratos;

• Fechar buracos entre telhas, paredes e rodapés;

• Manter a caixa d'água limpa e tampada;

• Não nadar ou lavar roupas em águas com suspeitas de contaminação;

• Usar botas e luvas ao entrar em contato com esgoto, córregos e áreas sujeitas à contaminação;

• Evite contato com água proveniente de enchentes e esgotos.


A leptospirose pode matar. Fique tento.



LER e DORT

As Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) são um conjunto de doenças que atingem estruturas como músculos, tendões, nervos e líquidos articulares, sendo causadas, desencadeadas ou agravadas por fatores presentes nos locais de trabalho.

As LER e DORT acometem um grande número de trabalhadores no Brasil e no mundo todos os anos e o número de casos vem aumentando nas últimas décadas.

Os fatores ocupacionais que contribuem para o surgimento das LER e DORT são: movimentos repetitivos, ritmo de trabalho intenso, móveis e equipamentos incômodos, postura inadequada, falta de tempo para ir ao banheiro, cobrança contínua por produtividade, exposição ao frio e exposição a vibrações. Doenças crônicas e condições psicológicas desfavoráveis também contribuem para o aparecimento das LER e DORT.

Os locais mais comuns de acometimento pelas LER e DORT comprometem são a região cervical, ombros, cotovelos, punhos, mãos, região lombar e joelhos

Os principais sintomas são: dor, sensação de peso e cansaço, formigamento, fisgadas, alteração de sensibilidade e fraqueza muscular. Os sintomas variam de pessoa para pessoa e, por isso, é muito importante saber o tipo de atividade que o trabalho de cada um exige e como ele está sendo executado. Esses sintomas vão surgindo lentamente, podendo vir isolados ou simultaneamente. Com o passar do tempo, intensificam-se e podem incapacitar para o trabalho e provocar dificuldades na realização das tarefas da vida diária tais como trabalhos domésticos, higiene pessoal e alimentação.

Em caso de suspeita de LER e DORT, deve-se procurar um médico logo no início de qualquer desconforto. O diagnóstico e o tratamento precoces evitam que as lesões evoluam e se tornem crônicas, necessitando de tratamentos mais agressivos e até mesmo cirúrgicos.

A prevenção das LER e DORT consiste em um conjunto de medidas a serem tomadas no sentido de organizar e executar o trabalho, buscando eliminar os fatores predisponentes. Algumas dicas importantes são:


• Conhecimento das tarefas e controle do ritmo de trabalho pelo trabalhador;

• Rodízio de atividades, evitando permanecer muito tempo na mesma posição ou executando movimentos repetitivos;

• Realizar pausas para descanso durante a jornada de trabalho, permitindo a recuperação do corpo;

• Controlar a temperatura, ruídos, iluminação e outros fatores externos que possam ser fontes de agressão à saúde;

• Adequação do mobiliário e equipamentos de trabalho, permitindo posturas confortáveis e ergonômicas ao trabalhador;

• Criação de oportunidades de realização de exercícios físicos dentro e fora do ambiente de trabalho.


LER e DORT: não espere que a dor se agrave.


Dia Internacional de Prevenção às LER e DORT: 28 de fevereiro



Linfogranuloma Venéreo

O linfogranuloma venéreo, também conhecido como bubão, doença de Nicolas-Favre-Durand, quarta moléstia venérea ou mula, é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada por uma bactéria chamada Chlamydia trachomatis, que atinge os genitais e os gânglios da virilha. 


Causa:

A transmissão ocorre exclusivamente por contato sexual que, geralmente, afeta pessoas que já tiveram várias outras DSTs.


Sintomas:

As manifestações clínicas incluem o aparecimento de uma ferida ou caroço muito pequeno na pele dos locais que estiveram em contato com essa bactéria (pênis, vagina, boca, colo do útero e ânus) que dura, em média, de três a cinco dias. É preciso estar atento às mudanças do corpo, pois essa lesão, além de passageira, não é facilmente identificada. Entre duas a seis semanas após a ferida, surge um inchaço doloroso dos gânglios da virilha. Se esse inchaço não for tratado rápido, pode piorar e formar feridas com saída de pus, além de deformidade local. Pode haver, também, sintomas gerais como dor nas articulações, febre e mal estar.


Diagnóstico:

O diagnóstico é feito através do quadro clínico e de análises sanguíneas que identificam anticorpos contra Chlamydia trachomatis e, se for diagnosticada cedo, o tratamento adequado proporciona uma cura rápida.


Tratamento:

O tratamento é feito com o uso de antibióticos. Ao fim do tratamento a pessoa deve fazer exames regulares para se certificar de que realmente está curado e é importante que os parceiros do indivíduo infectado também sejam examinados e tratados.


Prevenção:

Como no caso da maioria das DSTs, o uso de camisinha e a higienização genital antes e após a relação sexual são importantes para preveni-la.


Fonte: Medicina Preventiva
Autor: Dr. André Scalia


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