Saúde em Pauta

Medicina Preventiva

Esta seção é apenas informativa e não deve ser utilizada para fins de autodiagnóstico ou automedicação. Consulte seu médico regularmente.

Selecione acima a letra sobre o assunto relacionado. Exemplo: A - Alimentação

H

Hanseníase

A Hanseníase, antigamente chamada de lepra ou Mal de Lázaro, é uma infecção crônica causada por uma bactéria (Mycobacterium leprae) que ataca a pele e os nervos periféricos. Caracteriza-se por ser de evolução muito lenta, podendo demorar anos entre o contágio e o aparecimento dos primeiros sinais e sintomas. As formas mais graves e avançadas, se não forem tratadas, podem causar sequelas importantes, inclusive com mutilações e deformidades físicas. 

A hanseníase aflige a humanidade desde a antiguidade, afetando todos os continentes, deixando uma imagem assustadora de mutilação, rejeição e exclusão social. O Brasil é o segundo maior país em número de casos da doença, ficando atrás apenas da Índia.

É transmitida diretamente de pessoa não tratada para outra através das secreções das vias aéreas superiores e gotículas de saliva eliminadas pela fala, espirro ou tosse, podendo atingir pessoas de ambos os sexos e de qualquer idade.

A hanseníase pode se manifestar de diversas formas, de acordo com o tempo de evolução da doença. Pode se manifestar como manchas brancas ou avermelhadas dormentes em qualquer área do corpo; alteração de sensibilidade ao calor, frio e dor, principalmente nas mãos e nos pés; podem surgir caroços ou inchaços nas mãos, no rosto e nas orelhas e, em alguns casos, pode surgir dor, formigamento e diminuição da força muscular nas pernas e braços. É importante lembrar que apenas uma parcela pequena das pessoas manifesta a doença.

Se diagnosticada na fase inicial da doença, com acompanhamento correto e conclusão do tratamento, a doença é curável, eliminando-se a possibilidade da ocorrência de sequelas.

O tratamento é feito com a associação de medicamentos, dura 6 meses nas formas iniciais e 12 meses nas formas avançadas da doença. Após iniciado o tratamento, a doença deixa de ser transmitida, não oferecendo mais risco para outras pessoas.

É fundamental a conclusão do tratamento para alcançar a cura. 

A pessoa em tratamento pode leva uma vida normal, podendo trabalhar, estudar, fazer refeições com outras pessoas, namorar, manter relações sexuais e divertir-se.


Hanseníase tem cura. Procure orientação médica.


Dia Mundial do Hanseniano: 24 de janeiro

Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase: último domingo de janeiro



Hemocromatose Hereditária

A hemocromatose hereditária (HH) é uma doença genética do metabolismo do ferro caracterizada por aumento da absorção intestinal desse metal e seu acúmulo progressivo, causando lesão irreversível em diferentes órgãos do corpo, principalmente do fígado, coração e pâncreas, podendo levar à morte por cirrose, hepatocarcinoma, insuficiência cardíaca ou diabetes mellitus.


Epidemiologia 

É uma doença exclusiva da população branca, sendo o distúrbio hereditário mais comum dessa raça. Acomete muito mais homens do que mulheres (relação homem:mulher = 10:1) e a idade das primeiras manifestações dessa doença ocorre entre os 40 e os 60 anos de idade.


Causas

A principal causa da HH é uma mutação que ocorre em um gene (gene HFE) que controla a produção de uma proteína envolvida na absorção do ferro.


Manifestações clínicas

As principais manifestações clínicas da HH são: dor abdominal (muito frequente), diabetes mellitus, insuficiência cardíaca, arritmias cardíacas, hipogonadismo, predisposição a ter infecções e doença nas articulações. Pode ocorrer também fraqueza, letargia, ganho de peso, diminuição da libido e alterações do sono.


Diagnóstico

Além das manifestações clínicas e da história familiar, exames laboratoriais são necessários para confirmar o diagnóstico como a saturação da transferrina e a ferritina sérica. O médico também poderá solicitar o estudo genético para identificar a mutação do gene HFE e exames para avaliar lesão de órgãos como a biópsia hepática e a ressonância nuclear magnética do fígado e do coração.


Tratamento

A flebotomia ou sangria terapêutica é a mais segura, efetiva e econômica forma de tratamento para a diminuição do excesso de ferro armazenado. A sangria terapêutica é realizada em duas fases: uma de indução, onde são realizadas sangrias semanais ou quinzenais visando reduzir as reservas de ferro do organismo, e uma de manutenção, onde é realizada sangria a cada 3 a 4 meses, visando manter baixas as reservas de ferro. 

Além das sangrias, recomenda-se aos pacientes evitar alimentos ricos em ferro tais como carne vermelha e fígado (ricas fontes de ferro), suplementos vitamínicos contendo ferro e vitamina C (aumenta a absorção intestinal de ferro) e bebidas alcoólicas (que podem acelerar o dano hepático).


Prognóstico

O prognóstico está estritamente relacionado à precocidade do diagnóstico da HH, ou seja, da presença ou ausência de lesão nos órgãos ao diagnóstico e à introdução da terapêutica. Quanto mais precoce o diagnóstico for feito, mais eficaz será o tratamento.


Fique atento. Consulte o médico regularmente!



Hepatite A

A hepatite A, também conhecida como “hepatite infecciosa” é uma doença contagiosa causada por vírus (vírus da Hepatite A ou VHA) e que causa inflamação do fígado. Este é um dos tipos de hepatites virais que existe, as quais são classificadas pelas letras A, B, C, D e E. 


Manifestações Clínicas


O vírus da hepatite A é transmitido por via oral-fecal, de uma pessoa infectada para outra saudável ou por meio de água ou alimentos contaminados. A transmissão é comum entre crianças que não tenham aprendido noções de higiene e entre os que residem em um mesmo domicílio.

A hepatite A geralmente não apresenta sintomas. Quando as manifestações clínicas da infecção estão presentes as mais comuns são: cansaço, fraqueza, tontura, enjoo, vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Essas manifestações surgem de 15 a 50 dias após o contágio. No entanto, muitas vezes os sintomas são tão leves e inespecíficos que podem ser confundidos com os de uma virose qualquer e a pessoa continua sua vida normal, sem perceber que teve hepatite A.


Diagnóstico


O diagnóstico é feito através dos sintomas, do exame físico e de exame de sangue específico, que permite a identificação do VHA.


Tratamento


Não existe tratamento específico para a hepatite A, sendo que as medidas adotadas visam à redução dos sintomas e do incômodo sentidos pelo paciente. O repouso relativo é fundamental e não existe necessidade de dieta especial, entretanto, o uso de bebidas alcoólicas deve ser interrompido.

A evolução da doença é benigna, curando-se espontaneamente. Raramente, em cerca de 1% dos casos, a doença pode evoluir para a forma fulminante, com rápida perda da função hepática e risco de vida ao paciente.


Prevenção


A prevenção é feita com a vacina contra a hepatite A e com as seguintes medidas gerais: 

  • Não consumir frutos do mar crus ou mal cozidos. Ostras que se consomem cruas e mariscos são transmissores importantes do vírus da hepatite A;
  • Evitar o consumo de alimentos e bebidas dos quais não se conheça a procedência nem se saiba como foram preparados;
  • Beber somente água tratada, clorada ou fervida, especialmente nas regiões em que o saneamento básico possa ser inadequado ou inexistente;
  • Lavar as mãos cuidadosamente antes das refeições e depois de usar o banheiro. A higienização criteriosa das mãos é suficiente para impedir a transmissão de pessoa para pessoa;
  • Não ingerir bebidas alcoólicas durante a fase aguda da hepatite A e nos três meses seguintes à volta das enzimas hepáticas aos níveis normais;
  • Verificar se os instrumentos usados para fazer as unhas estão devidamente esterilizados.


Hepatite B

A hepatite B é a inflamação do fígado devido à infecção pelo vírus da hepatite B (VHB). 


Causa

A hepatite B é causada por um vírus (vírus da Hepatite B ou VHB) que tem predileção em atacar as células do fígado (hepatócitos). Uma vez dentro dos hepatócitos, o vírus começa a se multiplicar, levando à inflamação do órgão. A infecção pelo VHB acomete entre 350 e 500 milhões de pessoas em todo o mundo. 


Transmissão

A infecção pelo VHB pode ser transmitida pelo contato com o sangue, sêmen, fluidos vaginais e outros fluidos corporais de alguém que já tem a infecção por hepatite B. 


Manifestações clínicas

As manifestações clínicas variam de infecção sem que haja a manifestação da doença (assintomáticas) com cura sem sequelas à cirrose e câncer do fígado. Geralmente os sintomas surgem entre dois e quatro meses após a infecção pelo vírus, sendo os mais comuns a dor abdominal, urina escura, febre, dor nas articulações, perda do apetite, náuseas, vômitos, fraqueza, fadiga e amarelamento da pele (icterícia).


Diagnóstico

O diagnóstico da hepatite B é feito pelas manifestações clínicas e por exames laboratoriais que identificam a lesão do fígado e por marcadores sorológicos que identificam o vírus.

Tratamento

Além de medicamentos destinados à redução dos sintomas, o tratamento específico da hepatite B é realizado utilizando-se interferon ou antivirais. 


Complicações

O prognóstico da hepatite B é animador. Em média, somente 1% dos pacientes diagnosticados com hepatite B aguda morrem por causa da doença. As principais complicações da hepatite B são a cirrose e o câncer hepático.


Prevenção

A maneira mais segura e eficaz de prevenir a infecção pelo VHB é tomar as três doses da vacina contra a hepatite B. Outras medidas importantes para a prevenção são: evitar o contato com sangue infectado; não partilhar objetos cortantes e perfurantes, nem instrumentos usados para a preparação de drogas injetáveis; usar sempre camisinha nas relações sexuais e realizar tatuagens, colocação de piercings e tratamentos com acupuntura somente com instrumentos adequadamente esterilizados.




Hepatite C

A hepatite C é uma doença transmitida por vírus (vírus da Hepatite C ou VHC) e que causa inflamação do fígado. Este é um dos tipos de hepatites virais que existe, as quais são classificadas pelas letras A, B, C, D e E. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 500 milhões de pessoas no mundo estão infectadas com os vírus para hepatite B e C, e apenas 5% delas sabem que têm a doença. No Brasil, existem cerca de 1,5 milhão de pessoas infectadas pela hepatite C, doença responsável por 70% das hepatites crônicas e 40% dos casos de cirrose, segundo o Ministério da Saúde.


Causa

A transmissão do VHC ocorre principalmente por meio do contato com sangue contaminado, seja por transfusão de sangue, acidentes com material contaminado ou por meio de drogas injetáveis. A transmissão de mãe para filho é rara, cerca de 5% dos casos, ocorrendo no momento do parto. Embora a transmissão da hepatite C por contato sexual possa ocorrer, ela não é comum.


Sintomas

Na maior parte dos casos, a hepatite C é assintomática.


Diagnóstico

O diagnóstico é feito principalmente pelo exame de sangue específico que identifica anticorpos contra o VHC (anti-VHC). Quando o resultado for positivo, outros exames complementares são realizados com a finalidade de esclarecer o quadro e orientar o tratamento.


Tratamento

Nem sempre há necessidade de tratamento. A avaliação médica é que definirá se o caso exigirá terapia ou não. Mesmo naqueles em que o tratamento não se fizer necessário, exames de sangue de acompanhamento são solicitados. Nos casos em que o tratamento for instituído, utiliza-se uma combinação de medicamentos antivirais com o objetivo de evitar futuras complicações.


Cuidados

• Evitar o contato com sangue infectado ou de quem se desconheça o estado de saúde; 

• Não compartilhar objetos cortantes e perfurantes, nem instrumentos usados para a preparação de drogas injetáveis;

• Proteger-se durante as relações sexuais usando sempre a camisinha;

• Realizar tatuagens, colocação de piercings e tratamentos com acupuntura somente com instrumentos adequadamente esterilizados.



Hepatites Virais

As hepatites virais são doenças causadas principalmente pelos vírus A, B e C que levam a uma inflamação do fígado. Podem se tornar crônicas e evoluir para situações graves como cirrose e câncer do fígado (hepatocarcinoma).

A hepatite B representa um dos maiores problemas de saúde pública mundial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que haja na América Latina e no Caribe, aproximadamente 400.000 novas infecções pelo vírus da hepatite B a cada ano. A hepatite C é uma infecção de progressão lenta. Estima-se haver 170 milhões de pessoas infectadas pelo vírus da hepatite C, aproximadamente 3% da população do planeta. Esse vírus é quase cinco vezes mais disseminado pelo mundo que o HIV e calcula-se que de três a quatro milhões de novas pessoas se infectem a cada ano. 

A hepatite A é transmitida pela ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes de pessoas infectadas pelo vírus, sendo o tipo de hepatite mais benigna, nunca cronificando. A hepatite B é transmitida pelo sangue e/ou relações sexuais sem camisinha (é uma DST), compartilhamento de objetos como agulhas e seringas, lâminas de barbear ou de depilar, instrumentos para uso de drogas, material de manicure, escovas de dente e por meio de materiais para confecção de tatuagens e colocação de piercings. A mãe infectada pelo vírus da hepatite B pode transmitir a doença para o bebê no momento do parto. A hepatite C é transmitida principalmente pelo sangue, sendo semelhante a transmissão da hepatite B, porém a sexual é menos frequente. Só terão hepatite D (ou Delta) aquelas pessoas que já estão infectadas pelo vírus da hepatite B. Sua transmissão é igual a das hepatites B e C.

A hepatite é uma doença silenciosa que nem sempre apresenta sintomas, mas quando estão presentes os mais comuns são: cansaço, dor abdominal, enjoo, febre, fezes claras, pele e olhos amarelados (icterícia), tonturas, urina escura e vômitos.

O diagnóstico é feito pelo médico através dos sintomas, do exame físico e de exames sangue. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maior a chance de tratamento.

O tratamento da hepatite A é feito através de medicação sintomática e repouso. O tratamento específico da hepatite B é realizado utilizando-se interferon ou antivirais. Já a hepatite C é tratada através do uso de interferon e ribavirina.

A prevenção é feita com a vacinação, para as hepatites A e B, já que para a hepatite C não existe vacina, e com as seguintes medidas gerais: lavar as mãos após usar o banheiro, quando for preparar alimentos e antes de se alimentar; lavar bem os alimentos crus (frutas, verduras e legumes), deixando-os mergulhados por 30 minutos em uma solução preparada com uma colher das de sopa de água sanitária a 2,5%, diluída em um litro de água tratada; cozinhar bem mariscos e frutos do mar; não compartilhar objetos como escovas de dente, lâminas de barbear ou de depilar bem como materiais para fazer tatuagens e piercings; em caso do uso de drogas, não compartilhar seringas, agulhas, cachimbos e canudos; utilizar material de manicure individual ou esterilizado; usar camisinha em todas as práticas sexuais.


Previna-se contra as hepatites virais.


Dia Mundial da Hepatite: 19 de maio

Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais: 28 de julho



Hérnia de Disco - Tratamento Conservador

O disco intervertebral é um disco de cartilagem entre duas vértebras adjacentes da coluna vertebral, cuja função é facilitar o movimento entre elas. Ele é formado por dois componentes: o anel fibroso, no qual se encontra em seu interior o núcleo pulposo. 

A hérnia de disco é um problema relativamente comum e ocorre quando há ruptura do anel fibroso, com subsequente deslocamento do núcleo pulposo do disco nos espaços intervertebrais.  Esse problema é mais comum nas regiões lombar e cervical, por serem áreas de maior movimento e que suportam mais carga. Desequilíbrios musculares, traumas, esforços nas atividades da vida diária, posturas inadequadas são alguns dos mecanismos que levam ao surgimento da hérnia.

As manifestações clínicas da hérnia de disco dependem das estruturas comprometidas, variando de sintomáticas a assintomáticas. O diagnóstico clínico associado ao exame de imagem é fundamental para a identificação do processo lesivo e da região envolvida permitindo, dessa forma, determinar o tratamento adequado, que pode ser de caráter conservador ou cirúrgico.

O tratamento conservador para hérnia de disco tem sido preferido como a primeira opção antes de se pensar em cirurgia, sendo esta reservada para os pacientes cujos sintomas não desaparecem ao longo do tempo apesar da terapia conservadora.  Mesmo após a cirurgia, as modalidades de tratamento conservador são aliadas importantes na recuperação e no manejo pós-operatório dos pacientes. 

A terapia conservadora visa o alívio da dor, o aumento da capacidade funcional, o retardamento da progressão da doença e retorno do paciente às suas atividades.

Algumas modalidades da terapia conservadora são o uso de medicação, o repouso, a fisioterapia, a acupuntura e a adoção de um programa de exercícios adequados.


Medicação: o uso de analgésicos e anti-inflamatórios é necessário, uma vez que o alívio rápido da dor e da inflamação é capaz de prevenir a evolução para o estado crônico, sendo também um coadjuvante útil para manter o paciente em repouso. Os relaxantes musculares, empregados por curto período de tempo, são úteis quando há severo espasmo muscular. Medicamentos psicoativos podem ser usados nos casos de dor crônica complicada por um componente de ansiedade e depressão. Alguns caso podem se beneficiar da injeção e infiltração de medicamentos na região da lesão.

Repouso: o período de repouso deve estender-se o suficiente para proporcionar a redução do processo inflamatório, em razão dos efeitos colaterais decorrentes da inatividade prolongada. Desse modo a volta à mobilidade deve ocorrer, de forma gradual, uma semana após o início do repouso. A indicação de coletes e cintos durante o repouso é incerta, pois é somente recomendada como forma de imobilização parcial em dores específicas.

Fisioterapia: a crioterapia (uso do frio) auxilia no controle do espasmo muscular, dado que a vasoconstrição provocada pelo gelo reduz a hiperemia, promovendo ao mesmo tempo, a vasodilatação periférica compensatória reflexa. O calor também é uma medida física auxiliar no tratamento da dor e pode ser superficial, efetuado por meio do uso de bolsa térmica, ou profundo com o emprego de ondas curtas e ultrassom. A hidroterapia pode ser utilizada para o tratamento da hérnia de disco, pois as propriedades físicas da água, principalmente a flutuação, possuem repercussões positivas em relação à hérnia, proporcionando alívio da dor, melhora da postura e mobilidade, normalização dos sinais neurológicos e da qualidade de vida.

Acupuntura: a acupuntura tem apresentado bons resultados no alívio da dor, uma vez que seu efeito parece estar relacionado à liberação de vários neurotransmissores que, por sua vez inibem ou excitam as sinapses proporcionando significante melhora dos sintomas apresentados em curto espaço de tempo. 

Programa de exercícios: os princípios e benefícios de exercícios apropriados são bem conhecidos e não parece ser devido à reversão da debilidade física, mas sim por efeito central, envolvendo um ajustamento de percepção em relação à dor e a incapacidade. A motivação do paciente para executar atividade física é geralmente maior durante duas a três semanas após o período de inabilidade. Se, no entanto houver recorrência da enfermidade, os exercícios deverão ser descontinuados e reiniciados somente após a remissão dos sintomas. Esse programa deve incluir exercícios de flexibilidade e alongamento, com aumento gradual em sua execução.


Medidas adicionais como o controle do peso, a reeducação postural e o uso de técnicas adequadas de levantamento de peso são fundamentais para a melhora do quadro e são maneiras de prevenir não somente a hérnia de disco, mas também outras lesões nas costas.

Conforme mencionado, o procedimento cirúrgico é outra opção disponível para o tratamento da hérnia de disco e em algumas situações, particularmente naquelas em que o curso natural do processo em questão segue uma piora significativa após o uso de medidas conservadoras, sua indicação é inequívoca e necessária. Indicações definitivas de cirurgia são a síndrome da cauda equina, dor insuportável, compressão medular e progressivo enfraquecimento muscular.

É importante destacar que a escolha da melhor forma de tratamento sempre será uma decisão conjunta do paciente com seu médico.


10 DICAS PARA A PREVENÇÃO DE HÉRNIA DE DISCO


1) Cuidado com a postura: mantenha o corpo sempre alinhado;

2) Não abuse do salto alto;

3) Fique de olho na balança e mantenha o peso adequado;

4) Cuidado ao carregar peso;

5) Pare de fumar;

6) Faça exercícios fiscos regularmente sob orientação de profissional qualificado;

7) Evite movimentos repetitivos com sobrecarga;

8) Utilize a ergonomia no trabalho e no lar ao seu favor;

9) Informe-se sobre a sua genética;

10) Reduza o estresse.



Dr. André Scalia

Médico do SSI Saúde



Herpes Genital

O herpes genital é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pelo Vírus do Herpes Simples tipo 2 (mais comum). Milhões de pessoas no Brasil têm herpes genital e, infelizmente, a cada ano, dezenas de milhares de adolescentes e adultos poderão contrair essa infecção.


Causa:

É uma doença altamente contagiosa, recorrente, que persiste por toda a vida, reaparecendo periodicamente. A forma inicial de contágio é a relação sexual sem proteção (camisinha) com pessoa que esteja com herpes genital em atividade.


Sintomas:

Os sintomas do herpes genital são mais graves na primeira infecção e aparecem poucos dias depois do contato sexual. Inicialmente costumam ocorrer: ardor, coceira e vermelhidão. Em certas ocasiões, febre e aumento dos gânglios também podem surgir. Esses sintomas agravam-se por volta do terceiro dia, formando vesículas que se transformam em úlceras muito dolorosas. A doença aguda pode durar de 2 a 4 semanas.


Uma vez dentro do organismo o vírus entrará numa fase de “latência”, esperando o momento oportuno para se manifestar e causar novas infecções. São as recorrências. Algumas pessoas nunca têm recorrências, outras somente de vez em quando e outras frequentemente. Muitas sofrem a recorrência meses após a primeira infecção. Nas recorrências, antes que se apresentem as lesões, podem aparecer sintomas iniciais de advertência, tais como ardor e coceira, no mesmo local onde surgiram as lesões da primeira infecção ou muito próximo deste. Geralmente as recorrências costumam ser menos graves que a primeira infecção. Tensão emocional, fadiga e mudanças bruscas de temperatura são fatores que predispõem para que elas ocorram.


Riscos:

As feridas do herpes genital facilitam a transmissão de outras DST, inclusive o vírus da AIDS.


Mulheres que apresentam herpes genital devem tomar certos cuidados caso engravidem, pois o bebê poderá contaminar-se durante o parto, trazendo consequências graves. Por isso, uma mulher grávida que já teve herpes genital deverá mencionar esse fato a seu médico. Ele solicitará exames que determinarão se o vírus está em atividade ou não.


Diagnóstico:

Assim como no herpes labial, as manifestações clínicas do herpes genital são bem características e o exame clínico é suficiente para estabelecer o diagnóstico.


Tratamento:

Infelizmente não há tratamento eficaz para o herpes genital, mas há vários medicamentos que aliviam os sintomas, diminuem o período de manifestação da doença e aumentam o intervalo entre os surtos.


Prevenção:

A principal forma de prevenir a transmissão do vírus é evitar o contato sexual na presença das lesões do herpes genital. Já os fatores que favorecem as recorrências podem ser evitados, procurando-se levar uma vida o mais saudável possível.

 


Fonte: Medicina Preventiva
Autor: Dr. André Scalia


Herpes Labial

O herpes labial é uma infecção causada pelo Vírus do Herpes Simples tipo 1 (mais comum). Embora grande parte da população seja portadora do vírus, nem todos apresentam a doença. Nas pessoas acometidas por essa infecção, os episódios podem ocorrer mais de uma vez por ano. As localizações mais frequentes são os lábios (herpes labial) e a região genital (herpes genital), mas o herpes pode aparecer em qualquer lugar da pele.


Causa:

O contato com o vírus ocorre geralmente na infância, depois de o bebê ser beijado por pessoa portadora da infecção, como o pai, a mãe ou outro adulto qualquer, mas muitas vezes a doença não se manifesta nesta época. O vírus passa através da pele, percorre um nervo e se esconde num junção nervosa, até ser reativado. A reativação do vírus pode ocorrer devido a diversos fatores desencadeantes, tais como: exposição à luz solar intensa, fadiga física e mental, estresse emocional, febre ou outras infecções que diminuam a resistência orgânica. Uma vez reativado, o vírus volta do nervo para a mucos/pele, onde causará o herpes labial.


Sintomas:

A duração da infecção é de 5 a 10 dias. Inicialmente pode haver coceira e ardência no local onde surgirão as lesões. A seguir, formam-se pequenas bolhas agrupadas sobre uma área avermelhada e inchada. Logo em seguida as bolhas rompem-se, liberando um líquido rico em vírus e formando uma ferida. É a fase de maior perigo de transmissão da doença. Na fase final, a ferida começa a secar, formando uma crosta que dará início à cicatrização.


Diagnóstico:

Normalmente os sintomas do herpes labial são bem característicos e apenas o exame clínico já é suficiente para estabelecer o diagnóstico.


Tratamento:

Tanto o herpes labial como o herpes genital devem ser tratados pelo médico, que determina os medicamentos mais indicados para cada caso. Dependendo da intensidade, os medicamentos podem ser de uso local (na forma de cremes ou soluções) ou de uso via oral, na forma de comprimidos. O tratamento deve ser iniciado tão logo comecem os primeiros sintomas, para que o surto seja de menor intensidade e duração.


Prevenção:

Algumas medidas são importantes para evitar a disseminação do vírus, tais como: evitar furar as vesículas; evitar beijar ou falar muito próximo de outras pessoas, principalmente de crianças; lavar bem as mãos após manipular as feridas, pois a infecção pode ser transmitida para outros locais do próprio corpo, especialmente as mucosas oculares, bucal e genital.


Já os fenômenos desencadeantes devem ser evitados, procurando-se levar uma vida o mais saudável possível.

 


Fonte: Medicina Preventiva
Autor: Dr. André Scalia


Higiene

Conselhos básicos

1) As doenças podem ser evitadas lavando-se as mãos com água e sabão depois de evacuar e antes de comer. 

  • ŸLavando-se as mãos com água e sabão, removem-se os germes das mãos. Isso ajuda a impedir que eles se espalhem pela comida e que penetrem na boca;
  • ŸÉ particularmente importante lavar as mãos antes e depois de evacuar, antes de começar a preparar a comida, antes de comer e depois de limpar o bebê que acabou de evacuar;
  • ŸAs crianças frequentemente colocam as mãos na boca. Por isso, é importante lavar as mãos das crianças com frequência, especialmente antes de lhes dar comida;
  • ŸO rosto de uma criança deve ser lavado pelo menos uma vez por dia. Isto ajuda a manter as moscas afastadas do rosto e evita infecções nos olhos. O sabão é útil na lavagem, mas não é absolutamente essencial.


2) As doenças podem ser evitadas usando-se o banheiro.

  • ŸA atitude mais importante que uma família pode assumir para evitar que os germes se espalhem é evacuar em lugares adequados. Muitas doenças, especialmente as diarreias, são provocadas por germes encontrados nas fezes humanas. As pessoas podem engolir esses germes se eles se espalharem pela água, na comida, nas mãos ou nos utensílios e superfícies onde se prepara a comida.


3) As doenças podem ser evitadas usando-se água limpa.

As famílias podem diminuir as doenças se protegerem a água dos germes, fazendo o seguinte:

  • Mantendo os poços cobertos;
  • Mantendo as fezes e a água de esgoto bem distante de qualquer água usada para cozinhar, beber, tomar banho ou para lavagem de alimentos e utensílios domésticos;
  • Mantendo baldes, cordas e vasilhas usadas para pegar e guardar água tão limpos quanto possível;
  • Mantendo os animais domésticos afastados da água de beber.

As famílias podem manter a água limpa em casa adotando as seguintes atitudes:

  • Guardando a água de beber em reservatório limpo e coberto;
  • Usando uma concha ou uma caneca limpa para tirar água do reservatório;
  • Não permitindo que pessoas coloquem as mãos dentro do reservatório ou que bebam diretamente dele;
  • Mantendo os animais domésticos do lado de fora da casa.


4) As doenças podem ser evitadas fervendo a água de beber, caso ela não venha de uma fonte de abastecimento segura.

  • Mesmo que a água seja clara, ela pode não estar livre de germes. A água de beber mais segura é a abastecida através da canalização. A água de outras fontes está mais sujeita a conter germes;
  • Fervendo-se a água, matam-se os germes. Portanto, se possível, a água retirada de fontes, como lagos, riachos, nascentes, poços, tanques ou reservatórios, deve ser fervida e esfriada antes de ser bebida. É muito importante ferver e esfriar a água dada aos bebês e às crianças pequenas, porque eles têm menor resistência aos germes do que os adultos.


5) As doenças podem ser evitadas mantendo-se a comida limpa.

  • Os germes da comida podem penetrar no corpo e provocar doenças. Mas a comida pode ser mantida livre deles se for completamente cozida, principalmente as carnes; se for ingerida imediatamente após ter sido preparada, de modo que não haja tempo para que se estrague; se precisar ser conservada por mais de cinco horas, a comida deve ser mantida aquecida ou fria; se um alimento já pronto tiver que ser guardado, deve ser completamente reaquecido antes de ser usado de novo; carne crua, principalmente de aves, normalmente, contém germes. Portanto, não deve ser misturada com carne já cozida. Os utensílios e as áreas de preparo de comida devem ser limpos após o preparo de carnes cruas; mantendo-se limpas às áreas de preparo de comida e mantendo-se os alimentos limpos e cobertos, fora do alcance de moscas, ratos, camundongos e outros animais.


6) As doenças podem ser evitadas dando-se o destino correto do lixo doméstico.

  • Os germes podem ser espalhados por moscas, que costumam se reproduzir em lugares onde há restos de comida e cascas de frutas ou de legumes. Todos devem separar adequadamente e acondicionar o lixo doméstico, depositando-o em lixeiras tampadas para evitar o acesso de animais, até que seja recolhido pelo serviço de coleta pública de lixo.









Hiperplasia Prostática Benigna

A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é o nome que se dá ao crescimento benigno da próstata, glândula que paz parte do sistema reprodutor masculino cuja função principal é fabricar uma porção do esperma (líquido expelido durante a ejaculação). Como a próstata envolve a uretra (canal pelo qual a urina é eliminada do organismo), um aumento do volume prostático pode impedir a passagem da urina e causar diminuição do fluxo urinário e até do sêmen. 

Essa doença é muito comum nos homens a partir dos 40 anos de idade.

Existem três fatores de risco que levam ao crescimento benigno da próstata: história familiar, pele negra e ingestão de gorduras. Quem tem pai ou irmão com hiperplasia, apresenta três vezes mais possibilidade de desenvolver o problema do que quem não tem.

A HPB pode se manifestar por diminuição do jato urinário, queimação durante a passagem da urina, urgência, acordar no período noturno para urinar, sensação de bexiga cheia ao término da micção, perdas de urina antes de chegar ao banheiro, força para iniciar o primeiro jato urinário. Esses sintomas podem estar associados ou mesmo isolados.

A HPB é uma lesão benigna. Já no câncer da próstata, as células prostáticas perdem a inibição, crescem e invadem os tecidos vizinhos.  O câncer é um processo maligno que traz consigo uma série de outros problemas.

O diagnóstico é feito através da história clínica, exame físico (incluindo o toque retal) e exames laboratoriais como a dosagem do Antígeno Prostático Específico (PSA) no sangue. A dosagem do PSA é muito importante, pois permite a detecção precoce do câncer da próstata. Dependendo da situação, exames de imagem poderão ser solicitados, como a ecografia da próstata.

A maioria dos pacientes com HBP não requer tratamento. O tratamento depende da severidade dos sintomas podendo variar desde a observação clínica, até o uso de medicamento ou mesmo a cirurgia.


Agende já sua avaliação urológica.

Hipertensão Arterial

A pressão arterial é a força com que o coração bombeia o sangue através dos vasos sanguíneos. É determinada através de sua medida com o aparelho de pressão (esfignomanômetro), quando dois valores são registrados: o maior, quando o coração se contrai bombeando o sangue (pressão sistólica ou máxima) e o menor, quando ele relaxa entre duas batidas (pressão diastólica ou mínima). Por isso no registro da medida da pressão encontramos, por exemplo, o valor 120 X 80 mmHg (120 por 80 = 120 mmHg é a pressão máxima ou sistólica e 80 mmHg é a pressão mínima ou diastólica). 

A pressão alta ou hipertensão arterial é quando a pressão sistólica, em repouso, for igual ou maior que 140mmHg ou a pressão diastólica, em repouso, for igual ou maior que 90mmHg ou ambos. 

Cerca de 20% da população brasileira é portadora de hipertensão, sendo uma das principais causas de morte no mundo, pois pode favorecer uma série de outras doenças.

O diagnóstico da hipertensão é feito através de medidas da pressão arterial.

Na maioria dos casos (95%), a hipertensão não tem causa específica, sendo chamada de essencial ou primária. Os outros 5% são hipertensões secundárias a outras doenças como de tireoide ou das glândulas suprarrenais. Há vários outros fatores que influenciam os níveis de pressão arterial como: tabagismoconsumo de álcool, alto consumo de sal, obesidadeestresse, níveis altos do colesterol, sedentarismo, diabetes, sono inadequado e aumento da idade.

A maioria das pessoas hipertensas não apresenta sintomas. Os sintomas da hipertensão costumam aparecer somente quando a pressão sobe muito, podendo ocorrer dor no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido, fraqueza, mal-estar, visão embaçada e sangramento nasal.

As principais complicações da hipertensão são o derrame cerebral (AVC), o infarto do miocárdio e a doença renal crônica.

A hipertensão não tem cura, mas tem controle. Nem sempre são necessários remédios para tratar a hipertensão. Há uma série de medidas que se pode adotar para mudar o estilo de vida, que contribuem para o controle da hipertensão como: uma alimentação saudável e atividade física para reduzir o peso, diminuir a ingestão de sal, alimentos gordurosos e de bebidas alcoólicas, parar de fumar, dormir adequadamente e participar de atividades que o ajudem a lidar com o estresse. Somente quando essas medidas não forem suficientes para reduzir a pressão é que se usa medicação.

Portanto, meça sua pressão e consulte o médico regularmente.



Hipotireoidismo

Considerações gerais

A tireoide é uma glândula situada no pescoço, logo abaixo do Pomo de Adão (o conhecido gogó). Ela produz dois hormônios, a triiodotironina (T3) e a tiroxina (T4), os quais regulam o metabolismo, ou seja, o modo pelo qual o corpo usa e armazena energia. O bom funcionamento da tireoide é controlado pela hipófise, outra glândula situada no cérebro. A hipófise produz o hormônio estimulador da tireoide (TSH), que por sua vez estimula a tireoide a produzir os hormônios T3 e T4.


Definição

Hipotireoidismo significa que existe uma insuficiência de hormônio tireoidiano no organismo, sendo considerado o transtorno mais comum da glândula, ocorrendo com mais frequência em mulheres, aumenta a incidência com a idade e é comum acometer várias pessoas na mesma família.


Causas

Nos adultos, a doença de Hashimoto é a causa mais comum de hipotireoidismo. Esta é uma condição pela qual o sistema imunológico da pessoa ataca a própria tireoide e a danifica, impedindo-a de produzir quantidades suficientes de hormônios. O hipotireoidismo também pode resultar do tratamento com iodo radioativo ou de cirurgia na tireoide, procedimentos usados para se tratar outros transtornos da glândula. Pode ser ainda o resultado de um problema na hipófise. O hipotireoidismo também pode estar presente desde o nascimento (hipotireoidismo congênito) e ocorre pela falta de desenvolvimento adequado da glândula.


Fatores de risco

Os fatores associados ao aumento do risco de desenvolvimento do hipotireoidismo são: idade acima dos 60 anos, sexo feminino, bócio (“papo”), doença autoimune tireoidiana ou extra-tireoidiana, exposição prévia à radiação ionizante n cabeça e pescoço, história familiar de doença tireoidiana e uso de drogas como a amiodarona, lítio e interferon.


Manifestações clínicas

Os principais sintomas do hipotireoidismo são: cansaço, depressão, lassidão (sensação falta de energia), sensação de frio, aumento de peso, pele e cabelo secos, prisão de ventre e ciclos menstruais irregulares. Estes sintomas não são exclusivos do hipotireoidismo e muitos pacientes podem apresentar apenas um ou dois destes. 

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado através da dosagem do T4 e TSH por meio de um simples exame de sangue. Também é muito importante a realização do Teste do Pezinho em todos os recém-nascidos, para se excluir o diagnóstico do hipotireoidismo congênito. 

Tratamento

O tratamento do hipotireoidismo é feito com um hormônio chamado de levotiroxina. Normalmente, a reposição com hormônio tireoidiano será necessária por toda a vida.

Complicações

O hipotireoidismo congênito, se não tratado precocemente, poderá causar retardo mental e de desenvolvimento neurológico, além de comprometimento do crescimento da criança.

Nos adultos, o hipotireoidismo não tratado leva a alterações físicas e mentais, aumento nos níveis de colesterol no sangue, que por sua vez pode desencadear doenças cardiovasculares. O hipotireoidismo grave pode levar a uma condição ameaçadora à vida chamada de coma mixedematoso.


Consulte o médico regularmente.


Dia Internacional da Tireoide: 25 de maio



HIV/AIDS

O Vírus da Imunodeficiência Adquirida (HIV) é o vírus causador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), doença sexualmente transmissível (DST) que compromete o sistema de defesa do organismo, provocando a perda da proteção contra as doenças. Por isso, a pessoa contaminada pode desenvolver vários tipos de infecção e câncer.

Tendo em vista que no nosso organismo existem células de defesa, que estão presentes no sangue, e que os vírus são organismos microscópicos que precisam de nossas células para se multiplicar, o HIV penetra nas células e começa a se reproduzir. Nessa reprodução o vírus leva a célula à morte, deixando-a para procurar outra e reiniciar o ciclo. O resultado final é a destruição do sistema de defesa da pessoa (sistema imunológico).


Causas


As principais formas de transmissão do HIV são: sexual (relação sexual sem camisinha), sanguínea (pessoas que recebem sangue ou seus derivados e usuários de drogas injetáveis) e vertical (da mãe para o filho durante a gestação, parto ou por aleitamento).

Ter o HIV não é o mesmo que ter AIDS. Há muitas pessoas portadoras do vírus (soropositivos ou HIV-positivos) que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, podem transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas (sem camisinha), pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação.

A AIDS é o estágio mais avançado da doença, constituindo-se o quadro clínico da contaminação pelo HIV. Na primeira fase da infecção pelo HIV (infecção aguda) ocorre a incubação do vírus, que varia de 3 a 6 semanas. Os primeiros sintomas se parecem com a gripe, ocorrendo febre e mal-estar. Devido a isso essa fase passa despercebida. A fase seguinte é caracterizada por forte interação entre o vírus e as células de defesa, mas que não enfraquece o organismo a ponto de surgirem novas manifestações clínicas, pois o vírus se reproduz e morre de forma equilibrada. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático. Com a diminuição progressiva da imunidade e o enfraquecimento do organismo, aparecem as doenças oportunistas e, com isso, atinge-se a fase mais avançada da infecção pelo HIV, a AIDS.


Diagnóstico


O diagnóstico inicial da infecção pelo HIV é realizado por exame de sangue que detecta a presença de anticorpos contra o vírus (teste do HIV).


Tratamento


O tratamento da infecção pelo HIV é realizado através da combinação de medicamentos chamados antirretrovirais. A possibilidade de associar várias drogas diferentes, mudou por completo o panorama do tratamento da AIDS, que deixou de ser uma moléstia uniformemente fatal para transformar-se em doença crônica passível de controle. Hoje, desde que adequadamente tratados, os portadores conseguem conviver com o vírus por longos períodos, talvez até o fim de uma vida bastante longa.


Prevenção


As principais formas de prevenção da transmissão do HIV são: o uso de preservativos (camisinha), o uso de agulhas e seringas esterilizadas ou descartáveis, o controle do sangue e derivados, a adoção de cuidados na exposição ocupacional a material biológico e o tratamento das outras DST.


Use sempre a camisinha em todas as relações sexuais.



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