Saúde em Pauta

Medicina Preventiva

Esta seção é apenas informativa e não deve ser utilizada para fins de autodiagnóstico ou automedicação. Consulte seu médico regularmente.

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E

Ecstasy


Definição

O ecstasy é a denominação da substância química 3,4–metilenodioximetanfetamina ou MDMA. É conhecida como a droga do amor por produzir intenso desejo sexual. Como ela também diminui as inibições pode tornar algumas pessoas mais propensas a contrair doenças sexualmente transmissíveis (DST), inclusive o HIV


Características

O ecstasy foi produzido em 1914 com o objetivo de ser utilizado como supressor do apetite, sendo posteriormente abandonado para essa finalidade. Na década de 70 passou a ser consumido recreativamente, sendo disseminado principalmente entre estudantes universitários. O uso dessa droga é proibido em vários países, inclusive no Brasil. 


Consumo

O ecstasy pode ser injetado via intravenosa, embora esse modo de utilização não seja mais empregado. Atualmente o consumo tem sido realizado por via oral, sob a forma de comprimidos. 


Efeitos

Os usuários dessa droga sentem aumento do estado de alerta, maior interesse sexual, sensação de bem–estar, grande capacidade física e mental, euforia e aumento da socialização e extroversão. O efeito dura em média oito horas.

Após o uso da droga ocorre aumento da tensão muscular e da atividade motora, aumento da temperatura corporal, enrijecimento e dores na musculatura dos membros inferiores e coluna lombar, dores de cabeça, náuseas, perda do apetite, visão borrada, boca seca, insônia, grande oscilação da pressão arterial, alucinações, agitação, ansiedade, crise de pânico e episódios breves de psicose. O aumento no estado de alerta pode levar à hiperatividade e à fuga de ideias. Nos dias seguintes ao uso, pode ocorrer depressão, dificuldade de concentração e ansiedade.

O uso continuado do ecstasy causa sérios prejuízos à saúde ao lesar as células nervosas de forma irreversível. Essas células, quando lesionadas, têm seu funcionamento comprometido, e só se recuperam quando outros neurônios compensam a função perdida. Além disso, pode causar lesão no fígado, podendo evoluir para hepatite fulminante. No coração, a aceleração dos ritmos cardíacos e o aumento da pressão arterial podem levar à ruptura de alguns vasos sanguíneos, causando sangramentos. O uso de ecstasy ligado à intensa atividade física (dançar por várias horas) pode causar aumento da temperatura corporal e consequente hemorragia interna, levando à morte. 


Ecstasy: conhecer para evitar. Fique por dentro. Informe-se.


Estresse

O estresse é, sem dúvidas, um dos grandes males da vida moderna.

É um termo utilizado para descrever a reação que desequilibra o organismo diante das situações do dia-a-dia. Pode-se dizer que uma pessoa sofre de estresse quando as pressões externas (trabalho, família, preocupações financeiras e outras) fogem à capacidade de suportá-las, o que leva a impaciência, ansiedade, irritabilidade, depressão, perda de capacidade de concentração e insônia.

Geralmente o estresse se associa a outros fatores de risco e pode ser muito perigoso. Tanto o estresse agudo quanto o crônico provoca excesso de atividade do sistema nervoso e pode causar hipertensão arterial, níveis elevados de colesterol, tabagismo e provocar excessos alimentares. O estresse aumenta em 60% o risco de infarto.

O estresse deve ser suspeitado quando a pessoa apresentar: aumento do consumo de cigarros e bebidas alcoólicas acima do habitual, passar a comer demais ou súbita perda de apetite, insônia, cansaço demasiado, dificuldade de tomar decisões que antes eram fáceis, dificuldade de concentração, apatia ou desinteresse anormais, mudanças brusca de humor e irritabilidade.detectar 

A prática de relaxamento, atividades físicas e mudanças de hábitos, principalmente no trabalho, podem reduzir os efeitos nocivos do estresse e ajudar no tratamento da hipertensão arterial, do aumento do colesterol, do diabetes, da obesidade e do tabagismo.

Algumas dicas para combater o estresse são:


• Evitar permanecer em ambientes tumultuados ou barulhentos;

• Evitar trabalhar muito, reservando tempo para si e para aqueles que se ama;

• Cultivar os relacionamentos;

• Evitar discutir assuntos polêmicos antes de dormir;

• Dormir com qualidade;

• Evitar alimentar-se demasiadamente;

• Preferir filmes divertidos e leves;

• Ser uma pessoa positiva e alegre;

• Cultivar a espiritualidade;

• Ser realista ao estabelecer objetivos e aprender a dizer não;

• Organizar-se: planejar, priorizar e fazer uma coisa por vez;

• Dar importância ao que tem importância.


Você pode testar em que situação anda sua vida através do Teste de Avaliação de uma Vida Equilibrada.


Fique atento. O estresse mata. Procure orientação médica.


Dia Nacional da Mobilização pela Promoção da Saúde e Qualidade de Vida: 06 de abril



Exame Preventivo do Câncer do Colo Uterino

O câncer do colo uterino é uma doença de crescimento lento e silencioso. 

A detecção precoce do câncer do colo uterino ou de lesões precursoras é indicada, pois a cura pode chegar a 100%.

A principal estratégia utilizada para detecção precoce do câncer do colo uterino no Brasil é através do rastreamento, que significa realizar o exame preventivo ou exame citopatológico do colo uterino ou exame de Papanicolaou, em mulheres sem os sintomas, com o objetivo de identificar aquelas que possam apresentar a doença em fase inicial, quando o tratamento pode ser muito eficaz.

O exame preventivo deve ser realizado por todas as mulheres que têm ou já tiveram vida sexual, principalmente as da faixa etária dos 25 aos 64 anos, anualmente. Mesmo as gestantes podem realizar o exame em qualquer período da gestação, preferencialmente até o sétimo mês. A coleta do exame não deve ser realizada de rotina nas mulheres virgens. Nas mulheres que se submeteram a retirada total do útero (histerectomia total), recomenda-se a coleta do material da cúpula vaginal. Já as que se submeteram a retirada parcial do útero (histerectomia parcial), recomenda-se a realização periódica habitual do exame preventivo.

A coleta do material é feita por ginecologista. Estando a mulher em posição ginecológica, é introduzido um aparelho na vagina que permite a visualização do colo (espéculo vaginal), procedendo-se a raspagem da parte externa (ectocérvice) e interna (endocérvice) do colo uterino utilizando-se uma espátula de madeira (espátula de Ayre) e uma escovinha (escova endocervical). O material é colocado e fixado em uma lâmina de vidro e enviado para um laboratório de patologia clínica para análise das células. O citopatologista analisa a lâmina com auxílio de um microscópio e, através do aspecto das células do esfregaço, fornece o resultado do exame através de um laudo.

Para a realização do exame preventivo do câncer do colo uterino e para garantir a qualidade dos resultados, recomenda-se:


• Não utilizar duchas, medicamentos vaginais ou exames intravaginais (como a ecografia transvaginal) nas 48 horas que antecedem a coleta do exame;

• Evitar relações sexuais 48 horas antes da coleta;

• Evitar espermicidas, anticoncepcionais locais 48 horas antes da coleta;

• O exame não deve ser realizado no período menstrual, pois a presença de sangue pode prejudicar o diagnóstico citológico. A mulher deve aguardar o término da menstruação.


Informe-se sobre o Programa de Prevenção do Câncer do Colo Uterino desenvolvido pela Medicina Preventiva do SSI Saúde e sobre o exame preventivo do câncer do colo uterino. Agende já seu exame.



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